quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

O PLANETA DOS MACACOS



A melhor coleção de filmes que já assisti. todos os filmes são muito bons.


Link para baixar: 
http://fifa08brasil.blogspot.com/2009/06/colecao-dos-macacos-filmes-download.html

Resenha abaixo tirada do blog:
http://cinemaedebate.com/2009/07/11/o-planeta-dos-macacos-1967/

Para baixar a série:
http://www.filmesgrates.net/planeta-dos-macacos-srie

O PLANETA DOS MACACOS 1968



Dirigido por Franklin J. Schaffner.
Elenco: Charlton Heston, Roddy McDowall, Maurice Evans, Kim Hunter, James Daly, James Whitmore, Robert Gunner, Lou Wagner, Buck Kartalian, Linda Harrison, Wright King, Jeff Burton e Woodrow Parfrey. 
Roteiro: Michael Wilson e Rod Serling, baseado em livro de Pierre Boulle. 
Produção: Arthur P. Jacobs. 




[Antes de qualquer coisa, gostaria de pedir que só leia esta crítica se já tiver assistido o filme. Para fazer uma análise mais detalhada é necessário citar cenas importantes da trama].
Grande sucesso no final dos anos 60 e responsável por quatro continuações inspiradas nele (De Volta ao Planeta dos Macacos em 1970, Fuga do Planeta dos Macacos em 1971, A Conquista do Planeta dos Macacos em 1972 e A Batalha do Planeta dos Macacos em 1973), O Planeta dos Macacos é um filme que, embora sua narrativa competente seja suficiente para agradar, para ser completamente entendido e para que sua qualidade seja totalmente absorvida pelo expectador, deve ser corretamente contextualizado.
Um grupo de astronautas viaja pelo espaço por séculos em estado de hibernação quando acidentalmente cai em um planeta desconhecido, avariando imediatamente a nave espacial, que demonstra no visor o ano de 3978. Sem contato com a Terra e com provisão somente para três dias, eles decidem explorar o planeta para descobrir se há vida. Logo após essa introdução, somos jogados dentro de um mundo estranho e proporcionalmente assustador. Os tons em marrom captados pela excelente fotografia de Leon Shamroy e os planos gerais, que buscam destacar as gigantescas planícies desertas e os montes áridos e desocupados, nos dão a sensação de estarmos testemunhando um terreno completamente desabitado. A sensação de solidão é tão grande que os protagonistas, ao avistarem uma árvore e um lago (com um zoom deselegante de Schaffner), ignoram algo importante que haviam avistado e se jogam na água para se divertir.
A primeira aparição de vida habitada no planeta desconhecido é extremamente bem realizada por Schaffner. Enquanto vemos os astronautas caminhando, podemos perceber no segundo plano, em tamanhos minúsculos devido a distância, a presença de seres que correm para acompanhar a caminhada deles. A tensão que começa a ser criada aqui só vai terminar quando o encontro inevitável acontece, e de uma forma contrária à expectativa criada, já que os habitantes do planeta, além de apresentarem uma aparência igual à do ser humano terrestre, demonstram ser extremamente inofensivos. Quando Taylor (Charlton Heston) faz uma piada sobre dominar o planeta em breve, os verdadeiros donos daquele lugar se apresentam em uma fantástica introdução de personagens. Somente o som vindo da selva é suficiente para causar verdadeiro pânico naqueles presentes (e um grande impacto no espectador), iniciando uma das belas cenas do filme, a feroz caçada dos seres humanos. Ao aparecerem pela primeira vez, os macacos que originam o título se mostram seres extremamente avançados, montados em cavalos, com armas poderosas e se comunicando através da fala. A partir daí o filme explora com competência dois temas interessantes: o tratamento dado aos animais por nós seres humanos e o confronto ciência versus religião.
A parte técnica é o grande destaque da produção. A direção de arte, em conjunto com os figurinos, consegue criar um planeta totalmente caracterizado como o habitat dos macacos evoluídos. Observe como as casas são feitas em um formato que lembra os locais onde os macacos normalmente ficam nos zoológicos. Os seres humanos, que não têm o dom da fala, se vestem com panos rasgados e pouco coloridos, lembrando muito o homem pré-histórico. As jaulas onde estes ficam presos passam a sensação de claustrofobia que os personagens sentem, graças também à câmera sempre próxima do rosto deles. A trilha sonora oscila momentos em que ajuda a criar tensão com momentos em que não consegue criar conexão com a cena. E finalmente, o grande trabalho técnico do filme fica por conta da maquiagem. O impressionante trabalho realizado para dar veracidade aos macacos hoje pode parecer estranho, mas na época foi uma verdadeira revolução causando grande impacto e gerando inclusive um prêmio Oscar honorário ao filme, muitos anos depois. Os macacos têm os traços perfeitos, falam e tem expressões faciais, como se fossem verdadeiros macacos falantes.
As atuações de todo o elenco de apoio são competentes. Repare como os seres humanos conseguem transmitir a sensação de serem selvagens através de expressões faciais e corporais. Eles se penduram nas jaulas, chacoalham e mexem as mãos, como verdadeiros homens primatas. Já entre o elenco principal, o destaque fica para o simpático casal de macacos cientistas formado por Dr. Cornelius (Roddy McDowall) e Dra. Zira (Kim Hunter). Observe a expressão de pena no rosto de Hunter quando Taylor é preso e a reação dela ao ler a frase escrita por Taylor em um papel. Da mesma forma, McDowall expressa suas emoções conflitantes de forma brilhante ao mudar de posição sobre determinado assunto em certo momento da projeção, nos causando grande impacto. Já Charlton Heston tem uma atuação apenas razoável, se limitando a gritar e correr em diversos momentos do filme. A sua última e emocionada aparição é o ponto alto de sua atuação.


O roteiro de Michael Wilson e Rod Serling, baseado em livro de Pierre Boulle, aborda (como já citado) dois temas extremamente interessantes e delicados. O primeiro deles, menos polêmico, é uma alusão à forma brutal que o ser humano trata todo e qualquer tipo de animal aqui na terra. Ao inverter os papéis, ele nos coloca numa situação desconfortável, nos sentindo ofendidos pela forma como os seres humanos são tratados no filme. Inteligentemente, nos leva a uma série de questionamentos através da simples inversão dos papéis. Observe a forma como os humanos são caçados com redes e laços, as jaulas, a forma de alimentação e de tomar banho, a escolha arbitrária de um casal para acasalamento e a forma como os humanos são utilizados “para o bem da ciência” em estudos experimentais. Tudo isto é uma crítica pouco sutil à forma que nós agimos contra os animais aqui na terra. Já o outro tema abordado é muito mais profundo e polêmico. O filme aborda o poder que a religião tem de controlar a sociedade, demonstrando como ela pode ser perigosa quando seguida cegamente e sem questionamentos. Neste caso foi o macaco quem criou uma religião para controlar sua população, contornando e moldando o mundo em que vivem de acordo com o que lhes interessa. E aqui também existe o conflito religião versus ciência quanto à teoria da evolução, só que a teoria se apresenta de forma invertida, o que se revela uma engraçada ironia.
[se você ainda não viu o filme, pule para o próximo parágrafo] Mas é o final de O Planeta dos Macacos que causa um impacto devastador no espectador. Confesso que durante o filme identifiquei diversos problemas no mundo criado: o planeta supostamente distante tinha luz do sol, plantas, água, cavalos, bonecas e óculos. Além disso, em determinado momento questionei uma frase dita por um macaco, que faz uma piada com a palavra “terno”. Como eles conheciam a existência do terno? Mas no último plano, o filme revela um dos mais surpreendentes finais que já tive oportunidade de testemunhar, causando uma enorme subversão de expectativa e corrigindo todos os problemas que apontei acima. O inteligente final torna o planeta em questão totalmente verossímil e amarra perfeitamente o roteiro de forma mais que brilhante. Como se não fosse suficiente, ainda aponta em 1967 para algo extremamente discutido nos dias de hoje, a falta de cuidado do homem com o seu planeta.
Discutindo temas polêmicos, utilizando um visual diferente e belo e contando ainda com uma atraente narrativa, é no último ato que O Planeta dos Macacos demonstra sua força de verdade, causando um forte impacto no espectador. Com inteligência e criatividade, o filme consegue prender a atenção e nos faz refletir sobre diversos temas controversos, o que é sempre agradável de se ver.

Roberto Siqueira

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

A Carta

Erasmo Carlos

Composição: Benil Santos e Raul Sampaio

 
Escrevo-te
Estas mal traçadas linhas
Meu amor!
Porque veio a saudade
Visitar meu coração
Espero que desculpes
Os meus errinhos por favor
Nas frases desta carta
Que é uma prova de afeição...
Talvez tu não a leias
Mas quem sabe até darás
Resposta imediata
Me chamando de "Meu Bem"
Porém o que me importa
É confessar-te uma vez mais
Não sei amar na vida
Mais ninguém...
Tanto tempo faz
Que li no teu olhar
A vida cor-de-rosa
Que eu sonhava
E guardo a impressão
De que já vi passar
Um ano sem te ver
Um ano sem te amar...
Ao me apaixonar
Por ti não reparei
Que tu tivestes
Só entusiasmo
E para terminar
Amor assinarei
Do sempre, sempre teu...
Tanto tempo faz
Que li no teu olhar
A vida cor-de-rosa
Que eu sonhava
E guardo a impressão
De que já vi passar
Um ano sem te ver
Um ano sem te amar...
Ao me apaixonar
Por ti não reparei
Que tu tivestes
Só entusiasmo
E para terminar
Amor assinarei
Do sempre, sempre teu...
Escrevo-te
Estas mal traçadas linhas
Porque veio saudade
Visitar meu coração...(2x)
Escrevo-te
Estas mal traçadas linhas
Espero que desculpe
Os meu erros, por favor
Oh! Oh!
Meu amor, meu amor!
Oh! Oh! Oh! Oh!

Dedicada a uma garota aí!

Corinthians




Tem coisa mais besta que futebol? Pode até ter... Mas futebol é uma coisa muito besta. Onze caras de um lado, onze do outro, um apitando o jogo, outros auxiliando, além dos gandulas, os organizadores, os representantes dos times envolvidos, e a torcida... Essa sim é a mais besta de todos esses ai. É dela que faço parte, da torcida, e do Corinthians. Mas por que eu ainda torço se é tão besta? Pode ter sido porque me ensinaram desde pequeno a torcer. Pode ter sido porque todo mundo tinha um time de futebol, então eu tinha que ter também, mesmo vendo tantas brigas por causa de times de futebol, ou até mesmo por um time só, por causa de besteira...

Mas, sei por que ainda torço. Deve ter sido por todos aqueles gols do Marcelinho Carioca, em especial o de peixinho contra o Cruzeiro na final do brasileirão de 1998, na qual o Corinthians foi campeão não só por isso, mas também porque me dá alegria nos dias ruim, ou tristeza no dias bons, me mostrando que nem tudo está perfeito. Deve ser porque é lindo ver aquela mesma torcida brigadora de antes, fazendo festa, gritando, cantando, torcendo... É uma distração como outra qualquer, como um show. Vai, além disso, é inexplicável, é uma coisa que faz o coração bater mais forte, apertado. Não sei explicar, só sentir, só sentir aquilo preso na garganta, pronto para sair a qualquer momento, quando a bola ultrapassa as traves...

O que acontecerá se o Corinthians não passar para a fase de grupos da Taça Libertadores? Eu não sei, prefiro nunca ter que saber disso... Já me sinto triste só de pensar... E o ano para o Corinthians acaba aí? E para mim...?


PS: Eu sempre acreditarei por mais difícil que seja... que seja o mais difícil possível, pois dificuldade é sinônimo de ser corintiano!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Uma Outra História II





Os jovens têm a força para mudar
Tudo o que acreditam está errado
Caso, não o consiga transformar,
Tem força até para mudar de lado.

Os jovens têm, em suas escolhas, esperança
De um mundo melhor para os oprimidos
De um dia olhar para um mundo unido
Em que não maltratem nossas crianças.

Os jovens aspiram por liberdade
A todos os que querem dela curtir
Para senti-se em outra cidade
Aspiram por um cantinho só seu, bem ali.

Os jovens nem sempre tem opiniões formadas
Nem sempre querem mudar o mundo lá fora
Alguns preferem se preocupar com as fadas
E deixar tudo como está agora...

Alguns jovens querem apenas se acomodar
Em sua individualista vida de egoístas vitórias
Enquanto outros preferem se incomodar
E traçar uma outra história...


Marcão Miranda, 10 de abril de 2010.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Eterno pôr-do-sol






E seguir-te num avião
Ainda em busca de tua mão
Do teu brilho, da tua luz
Do céu, do que me conduz
Ao seu intenso coração.

Durante todo o meu dia
Sigo-te com as horas
Em busca de companhia,
Enquanto vais embora,
Procuro onde tu moras...

De braços dados ao Atlântico
A lua nos reflete a sós
Ao ouvir das aves o cântico
Parados, estamos nós
Procurando, ainda seus sóis.

Tu, eu e, até a lua que mal chegou
No céu, busca-os comigo
O que ela sempre implorou
Embora, não tenha ido
Encontrar-te em seu abrigo...

Tu és, pôr-do-sol mais lindo,
Quem busco sempre alcançar,
Aí, sem mim; cá, sem tu rindo
Quando seis aqui, nove lá,
Fosse o pior, sem te encontrar...


Marcão Miranda, 04 de janeiro de 2011.